Perfil do Artista
Scliar
ano: 1920 - 2001
Carlos Sclias nasceu em 1920 em Santa Maria . Aos seis meses de idade foi levado para Porto Alegre, e lá viveu até os dezoito anos. Aos 11 anos Scliar já colaborava na imprensa, escrevendo contos, poemas, inventando lendas e ilustrando seus textos. Em pouco tempo optava pela ilustração como atividade principal. Em 1935 expôs pela primeira vez, como amador, na Exposição do Centenário da Farroupilha, em Porto Alegre. Este é o início de um grande artista de diversificadas atividades: pintor, desenhista e gravador, tendo atuado ainda nos campos de crítica de arte, das artes gráficas e do muralismo, além de, como cidadão, sempre ter tido participação intensa em movimentos de democratização do país. De 1935 a 1937 freqüentou o departamento gráfico da Editora Globo. Foi a partir do contato com o mundo gráfico e com artistas que surgiu a Associação de Artes Plásticas Francisco Lisboa, da qual foi o primeiro secretário. Em 1940 transfere-se para São Paulo, quando integra o grupo “Família Artística Paulista”. Participou da única exposição que a Família Artística Paulista fez no Rio de Janeiro. Participou também, com o grupo de São Paulo, da primeira Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional. Foi também em 1940 a primeira exposição individual de Carlos Scliar. Recebeu inúmeras críticas favoráveis. Em contato com a miséria que a guerra produziu, iniciou uma nova etapa em sua pintura: nas horas de folga começou a desenhar e pintar naturezas-mortas e retratos, onde demonstrava seu amor às coisas simples e cotidianas. Sua pintura sofreu uma modificação não apenas temática, mas sensorial. Em 1956, a convite de Oscar Niemeyer, Scliar embarca com entusiasmo no projeto de “Orfeu da Conceição”, poesia de Vinícius de Moraes transformada em peça musical pioneira. Todo o parte gráfica da peça e as ilustrações do livro, são de autoria de Scliar. Em 2001, a trajetória vibrante do pintor Carlos Scliar foi coroada com sua última exposição, Scliar – 80 anos, no Museu Nacional de Belas Artes (RJ), mostra que apresenta quadros pintados durante sua enfermidade. Nesse período, já adoentado, um repórter que o entrevistava perguntou em quanto tempo ele pintava um quadro; Scliar, tranqüilamente, respondeu: “Em uma hora e 80 anos”. Carlos Scliar faleceu em 2001, no Rio de Janeiro, onde foi cremado. As cinzas, atendendo a seu pedido, foram lançadas no mar de Cabo Frio, por ocasião da inauguração do Instituto Cultural Carlos Scliar – concretizando, assim, mais um sonho, dos tantos que nasceram de sua fertilíssima criatividade.
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OBRAS DE Scliar