Perfil do Artista
Antonio Parreiras
ano: 1860 - 1937
Nascido em Niterói em 1860 e faleceu em 1937 Antônio Diogo da Silva Parreiras, ingressou na Academia Imperial de Belas Artes,quando tinha 22 anos de idade. Permaneceu, então, no Rio de Janeiro de 1882 até 1884, pois abandonou o curso regular na Academia para se dedicar às aulas do curso livre do professor e pintor alemão Georg Grimm. A paisagem foi seu objeto preferido de representação, e foi um dos motivos pelos quais abandonou a Academia Imperial de Belas Artes e prosseguiu seus estudos com Georg Grimm, internacionalmente reconhecido por retratar paisagens de forma brilhante. Após três anos de estudo autodidata, Antônio Parreiras partiu para a Itália e estudou na Accademia di Belle Arti di Venezia, onde aperfeiçoou suas técnicas. Por lá conseguiu se destacar e popularizar seu nome no meio artístico. Antônio Parreiras retornou ao Brasil com muito respaldo por seus estudos na Europa e, assim que chegou, assumiu o posto de professor do gênero paisagem na Escola Nacional de Belas Artes. Parreiras demonstrou todo seu conhecimento agregado com os vários professores e enriqueceu a formação de seus alunos. Como aprendera com Georg Grimm, levava sempre seus alunos para pintar ao ar livre. Foi especialmente a pintura de paisagem que marcou sua carreira até então. Mas as mudanças políticas ocorridas no Brasil impactaram suas obras. Antônio Parreiras não demorou receber convites para retratar eventos históricos em suas telas, mas eventos que remetessem de alguma forma à República ou aos princípios da República. A partir de 1899, Antônio Parreiras ingressou nesse gênero de pintura e realizou vários trabalhos para o palácio do governo. Seu trabalho repercutiu intensamente e, em pouco tempo, Antônio Parreiras tinha obras de cunho histórico espalhadas por quase todos os estados do Brasil. Passou a realizar diversas exposições no país e foi reconhecido em 1925 como o pintor mais popular do país. Entre suas telas de destaque pelo teor histórico estão: Alegoria a Apollo, Conquista do Amazonas e A Jornada dos Mártires. No auge do sucesso, Antônio Parreiras publicou sua autobiografia em 1926, o que lhe fez ingressar na Academia Fluminense de Letras. Artista reconhecido internacionalmente e consagrado com importantes prêmios, seu ateliê foi transformado em museu apenas quatro anos depois de sua morte, 1941, o Museu Antônio Parreiras.
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